EDI: o que é e como a indústria recebe pedido de rede

Os documentos que circulam, os formatos mais comuns
e quando vale a pena implantar

EDI, sigla de intercâmbio eletrônico de dados, é a troca de documentos comerciais entre os sistemas de duas empresas, em formato padronizado e sem digitação. Pedido de compra, aviso de expedição e fatura são os documentos mais comuns, e algumas redes de varejo exigem.

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Como o EDI funciona

No EDI, o sistema de uma empresa gera o documento e o sistema da outra o lê, sem que alguém digite. A rede de varejo envia o pedido; o fornecedor o recebe no ERP, confirma e devolve os documentos seguintes.

Os documentos mais comuns

O pedido de compra do cliente (nas mensagens EDIFACT, o ORDERS), o aviso de expedição que antecede a entrega (DESADV) e a fatura (INVOIC). Algumas redes pedem também confirmação de pedido, previsão de entrega e retorno de recebimento.

Formatos e canais

Os formatos variam: padrões como EDIFACT e ANSI X12, arquivos de texto e XML com layout definido por cada rede. O canal também muda: redes de valor agregado (VAN), AS2, FTP ou integração por API. Na prática, cada rede entrega um manual com o layout que o fornecedor deve seguir.

Quem exige EDI

Em geral, quem compra em volume e padroniza o processo: redes de supermercado, grandes varejistas e a indústria que compra de fornecedores. O pequeno cliente raramente tem EDI.

EDI, e-mail, planilha e portal: onde cada um entra

O pedido B2B chega por vários caminhos, e o EDI é o mais automático deles:

CanalDigitaçãoQuem usa
Telefone e WhatsAppalta, pelo vendedor ou pelo atendimentoclientes pequenos
E-mail e planilhaalta, pela empresaclientes médios
Loja ou portal B2Bnenhuma, o cliente digitaclientes de qualquer porte
EDInenhuma, os sistemas conversamredes e grandes compradores

Um exemplo ilustrativo: uma indústria recebe 120 pedidos por mês de uma rede, por EDI, e 600 pedidos por mês de 300 clientes pequenos, por telefone e mensagem. O EDI resolve 120 dos 720 pedidos. Os outros 600 continuam dependendo de digitação até ganharem um canal próprio.

O custo do EDI

Cada rede tem seu layout, então cada integração é um pequeno projeto: mapear códigos de produto e de loja, testar, homologar e acompanhar as rejeições. As rejeições mais comuns são preço ou código de produto diferente do cadastrado na rede.

EDI e integração por API

A API faz o mesmo trabalho com uma tecnologia mais atual: o sistema do cliente chama o do fornecedor para ler produtos, enviar pedidos e consultar status. O conceito é o mesmo, a troca de dados sem digitação, e a escolha depende do que o cliente aceita.

Como decidir se vale a pena implantar EDI

Uma sequência para a indústria e a distribuidora que recebeu o pedido da rede:

  1. Levante quem exige. Liste os clientes que só compram por EDI e quanto cada um representa no faturamento.
  2. Peça o manual de integração. Layout, canal, frequência e regras de rejeição, por escrito.
  3. Defina quem converte. O próprio ERP, um provedor de EDI ou um desenvolvimento sob medida.
  4. Homologue com pedidos de teste. Pedido, confirmação e nota, antes do primeiro pedido real.
  5. Acompanhe as rejeições. Cada rejeição é um pedido parado; trate o motivo, não só o pedido.
  6. Dê um canal digital ao resto da carteira. O EDI atende o grande comprador; o pequeno e o médio precisam de uma forma mais simples de pedir.

Implantar EDI para um cliente que representa uma fração pequena do faturamento custa mais que a venda protege. A conta se faz com o faturamento da rede.

Vitrine da loja B2B com produtos, preço e avaliação
PEDIDOS SEM DIGITAÇÃO

A loja B2B e a API levam o pedido ao ERP

Na Uplaces, o cliente pede na loja online ou pelo vendedor, com preço, prazo e frete combinados, e o pedido segue ao ERP sem digitação, com conectores para Bling, Tiny e Omie. Para integradores, há uma API: você pede a chave, escolhe as permissões e lê e grava produtos, clientes e pedidos da loja B2B.

Perguntas frequentes

É o intercâmbio eletrônico de dados: a troca de documentos comerciais entre os sistemas de duas empresas, em formato padronizado e sem digitação.

Os mais comuns são o pedido de compra, o aviso de expedição e a fatura. Algumas redes pedem também confirmação de pedido e retorno de recebimento.

Padrões como EDIFACT e ANSI X12, além de arquivos de texto e XML com layout próprio de cada rede. O manual da rede define o formato e o canal.

Não. Só quem atende clientes que exigem, como grandes redes. Para a maior parte da carteira, uma loja B2B ou o app de vendas resolve o pedido sem digitação.

Os dois trocam dados entre sistemas. O EDI usa formatos padronizados definidos pela rede compradora; a API é uma interface mais recente, em que um sistema consulta e grava dados no outro.

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