Planilha de curva ABC de clientes: modelo grátis em Excel

Cole os clientes e o faturamento: a planilha ordena,
calcula o acumulado e diz quem é A, B e C

Curva ABC de clientes é a classificação da carteira pelo faturamento de cada cliente no período: os clientes A concentram a maior parte da receita, os B ficam no meio e os C formam a cauda. Para fazer, ordene os clientes do maior para o menor faturamento, calcule o percentual de cada um e o acumulado, e aplique um corte, como 80/15/5. Receba grátis a planilha em Excel que faz essas contas por fórmula e já traz um plano de atendimento para cada classe.

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O que tem na planilha de curva ABC de clientes

São quatro abas. Você cola a lista de clientes com o faturamento de cada um, na ordem que quiser, e a planilha faz o resto. As células em laranja claro são as que você preenche; as cinzas são calculadas e não precisam ser tocadas.

Clientes

Uma linha por cliente, com o faturamento do período. Cabem 500 clientes. Uma coluna calculada dá a posição de cada um no ranking, e o empate no faturamento é desfeito pela ordem da lista, para nenhum cliente sumir da curva.

Curva ABC

A carteira já ordenada do maior para o menor, com o percentual de cada cliente no total, o percentual acumulado e a classe. Os cortes ficam em duas células no topo: 80% para a classe A e 15% para a B, com a C ficando com o restante. Troque para 70/20/10 e a classificação muda na hora. Ao lado, o resumo: quantos clientes há em cada classe e quanto do faturamento cada uma representa.

Plano por classe

Para cada classe, uma sugestão de frequência de contato, canal de atendimento, condição comercial, pedido mínimo e o que acompanhar, em células que você edita. O número de clientes de cada classe vem da curva, para você ver se a classe A cabe na agenda da equipe.

Como usar

O passo a passo de cada aba, a regra dos cortes e o exemplo que vem preenchido, para conferir as contas antes de colar os seus dados.

Como fazer a curva ABC de clientes na planilha

A conta é simples. O que decide se a curva serve é o dado que entra nela. A ordem que funciona:

  1. Escolha o período. Doze meses é o mais comum, porque tira o efeito da sazonalidade. Escreva o período no topo da aba Clientes, para a próxima curva usar o mesmo.
  2. Puxe o faturamento por cliente no ERP. Use o valor faturado, já sem as devoluções. Pedido emitido e cancelado depois infla o cliente que não comprou.
  3. Junte as filiais que compram juntas. Se três lojas do mesmo dono fazem um pedido só, elas são um cliente na curva. Separadas, nenhuma delas parece importante.
  4. Cole na aba Clientes, sem ordenar. A planilha ordena sozinha. Confira o faturamento total da aba Curva ABC contra o relatório do ERP: se não bater, falta cliente ou sobra linha.
  5. Escolha os cortes. 80/15/5 é a convenção mais usada. Se a classe A sair com mais clientes do que a equipe consegue atender bem, use 70/20/10.
  6. Leia o resumo e preencha o plano. Quantos clientes são A, quanto da receita depende deles, e o que muda no atendimento de cada classe.
  7. Refaça a cada trimestre. Com o mesmo período e os mesmos cortes, para comparar uma curva com a outra e ver quem subiu ou caiu de classe.

O erro mais comum não é de fórmula: é usar o relatório de pedidos emitidos no lugar do faturado, ou deixar de fora os clientes que compraram pouco. A cauda também faz parte da curva.

Exemplo: 12 clientes e R$ 600 mil no período

Este é o exemplo que vem preenchido na planilha. São 12 clientes que faturaram, juntos, R$ 600.000,00 em 12 meses. Ordenados e com os cortes 80/15/5:

PosiçãoClienteFaturamento (R$)% do total% acumuladoClasse
1Cliente 2180.00030,0%30,0%A
2Cliente 7126.00021,0%51,0%A
3Cliente 496.00016,0%67,0%A
4Cliente 966.00011,0%78,0%A
5Cliente 142.0007,0%85,0%B
6Cliente 1230.0005,0%90,0%B
7Cliente 621.0003,5%93,5%B
8Cliente 1015.0002,5%96,0%C
9Cliente 810.8001,8%97,8%C
10Cliente 37.2001,2%99,0%C
11Cliente 114.2000,7%99,7%C
12Cliente 51.8000,3%100,0%C

Exemplo ilustrativo, com números inventados para mostrar o cálculo.

Como ler o resultado

Quatro clientes, um terço da carteira, fazem 78% do faturamento e formam a classe A. Os três seguintes somam 15,5% e são a classe B. Os cinco últimos, quase metade da carteira, somam 6,5% e são a classe C. O cliente 2, sozinho, responde por 30% da receita: é a maior oportunidade e também a maior dependência da carteira.

Por que o 4º cliente é A e o 5º é B

A regra é o acumulado. Com o 4º cliente a carteira chega a 78%, ainda dentro dos 80% da classe A. O 5º leva o acumulado a 85%, passa do corte e abre a classe B, que vai até 95%. O corte quase nunca cai exatamente entre dois clientes, e a classe A sai com um pouco menos ou um pouco mais do que 80%. Isso é normal.

O mesmo exemplo com 70/20/10

Trocando os cortes para 70% e 20%, a classe A fica com os três primeiros (67% do faturamento), a B com os três seguintes (23%) e a C com os seis últimos (10%). Nenhuma das duas versões está errada. O corte certo é o que cabe na capacidade de atendimento da equipe.

Quando um cliente sozinho passa do corte

Se o maior cliente faz, por exemplo, 85% do faturamento, ele já passa dos 80% sozinho. A planilha o coloca na classe A mesmo assim, porque ele é o cliente que mais pesa. Uma carteira assim tem um problema maior do que a classificação: a dependência de um cliente só.

O que fazer com cada classe

A curva só vale se mudar a rotina da equipe. A aba Plano por classe traz um ponto de partida, em cinco colunas: frequência de contato, canal de atendimento, condição comercial, pedido mínimo e o que acompanhar.

Classe A: proteger e acompanhar de perto

Contato no ritmo do ciclo de compra de cada cliente, vendedor dedicado e o gerente presente nas negociações. A condição comercial é negociada, mas fica escrita na política comercial. O que acompanhar: o ciclo de compra, os itens que ele deixou de comprar e a troca de comprador, que é o momento de maior risco de perder a conta.

Classe B: crescer o mix

Clientes que compram com regularidade e ainda têm espaço. O trabalho é oferecer os itens que eles ainda não compram de você e aumentar a frequência. A reposição entre uma visita e outra pode ser feita pelo próprio cliente, e é daqui que costumam sair os próximos clientes A.

Classe C: atender com custo menor

Contato mensal ou por campanha, atendimento por telefone, WhatsApp ou loja B2B, e um pedido mínimo que cubra o custo de separar, faturar e entregar. Visita só com motivo.

Antes de espaçar o atendimento de um cliente C

A curva mostra o que o cliente comprou de você, não o que ele compra no mercado. Um cliente C pode ser uma empresa grande que compra quase tudo do concorrente. A pergunta que separa os dois casos é o potencial: quanto ele compra, ao todo, do que você vende.

Erros comuns na curva ABC de clientes

Uma curva errada é pior do que nenhuma, porque muda o atendimento de clientes importantes. Os erros que mais aparecem:

Classe A maior do que a agenda

Se a curva diz que 60 clientes são A e o vendedor consegue dar atenção especial a 15, na prática ninguém é A. Ajuste o corte até a classe A caber na capacidade da equipe.

Período curto demais

Um mês de dados coloca na classe A quem fez uma compra grande de estoque e na classe C quem compra todo mês um pouco. Use pelo menos seis meses, de preferência doze.

Tratar a curva como permanente

A carteira muda: cliente cresce, troca de fornecedor, fecha. A classificação vale para planejar o próximo período, e por isso a planilha foi feita para ser refeita a cada trimestre.

Conceito ou ferramenta

Esta página é a ferramenta. O verbete de curva ABC de clientes, no glossário de vendas B2B da Uplaces, explica o conceito com mais calma: o princípio de Pareto e a diferença entre a curva de clientes e a de produtos.

CARTEIRA NO SISTEMA

A curva diz quem é A. A rotina diz se ele continua A

No módulo de força de vendas da Uplaces, a carteira de cada vendedor fica separada, e a análise de clientes mostra o ciclo de compra, a data do último pedido e há quanto tempo cada cliente não compra. Com a classe marcada por tags no cadastro, você define o valor mínimo do pedido por grupo e as políticas comerciais de cada conjunto de clientes. E o cliente C repete um pedido anterior pela loja B2B, sem ocupar a agenda do vendedor.

Perguntas frequentes

Liste os clientes com o faturamento do período, ordene do maior para o menor, calcule o percentual de cada um sobre o total e o acumulado, e classifique: A até 80% do acumulado, B até 95% e C o restante. A planilha da Uplaces faz essas contas por fórmula.

Os dois são convenções. Use o que deixa a classe A do tamanho que a equipe consegue atender bem. Na planilha, os cortes ficam em duas células e podem ser trocados a qualquer momento.

Doze meses é o mais comum, porque tira o efeito da sazonalidade. Seis meses servem para carteiras que mudam rápido. O importante é usar sempre o mesmo período para comparar.

O faturado, já sem as devoluções. Pedido cancelado ou cortado não é receita e distorce a posição do cliente na curva.

A cada trimestre é um bom ritmo. A cada nova curva, liste quem mudou de classe: quem caiu de A para B pede uma conversa.

Sim. O arquivo é .xlsx e usa fórmulas comuns (ORDEM, ÍNDICE, CORRESP e CONT.SE), que o Google Planilhas e o LibreOffice também leem.

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